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Terça-feira, 10 de Abril de 2007

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publicado por soundwaves às 19:20
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Segunda-feira, 5 de Março de 2007

Navegações

publicado por soundwaves às 00:17
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Domingo, 4 de Março de 2007

As palavras de Sophia

Pois a poesia é a minha explicação com o universo, a minha convivência com as coisas, a minha participação no real, o meu encontro com as vozes e as imagens (...) É esta relação com o universo que define o poema como poema, como obra de criação poética. (...) Se um poeta diz “obscuro”, “amplo”, “barco”, “pedra”, é porque estas palavras nomeiam a sua visão do mundo, a sua ligação com a coisa. Não foram as palavras escolhidas esteticamente pela sua beleza, foram escolhidas pela sua necessidade, pelo seu poder poético de estabelecer uma aliança (...) E no quadro sensível do poema vejo por onde vou, reconheço o meu caminho, o meu reino, a minha vida.

In Arte Poética – II

publicado por soundwaves às 22:39
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Deriva

 

Deriva

VIII

Vi as águas os cabos vi as ilhas

E o longo baloiçar dos coqueirais

Vi lagunas azuis como safiras

Rápidas aves furtivos animais

Vi prodígios espantos maravilhas

Vi homens nus bailando nos areais

E ouvi o fundo som das suas falas

Que já nenhum de nós entendeu mais

Vi ferros e vi setas e vi lanças

Oiro também à flor das ondas finas

E o diverso fulgor dos outros metais

Vi pérolas e conchas e corais

Desertos fontes trémulas e campinas

Vi o rosto de Eurydice das neblinas

Vi o frescor das coisas naturais

Só do Preste João não vi sinais

As ordens que levava não cumpri

E assim contando tudo quanto vi

Não sei se tudo errei ou descobri

 

publicado por soundwaves às 21:59
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Reportagem

Esta é a reportagem ficcional que o nosso clã fez sobre a consagrada escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner, no seu cenário favorito.

UMA VIDA TRADUZIDA EM PALAVRAS

 

 

Repórter: Sophia de Mello Breyner Andresen é uma consagrada escritora portuguesa. Escreveu inúmeros poemas e contos, publicou inúmeras obras, a maioria baseada em memórias da sua infância. A sua forte ligação ao mar serviu de fonte de inspiração para grande parte da sua obra. Convidámos hoje a escritora a partilhar connosco algumas das suas memórias e os momentos marcantes da sua vida  bem como falar um pouco da sua extensa e bela obra tendo como cenário o mar que também faz parte do nosso dia a dia, uma vez que a nossa escola se situa perto da praia da Parede. Viemos surpreender a escritora uns momentos antes da nossa entrevista a observar o mar, o elemento que a fascina e que lhe traz memórias de infância.

Sophia de Mello Breyner! Boa tarde. Agradecemos a sua disponibilidade em visitar o Colégio Portugal e conceder uns momentos do seu tempo ao nosso grupo soundwaves.

 

Sophia: O prazer é todo meu! Tenho muito gosto em saber que a minha obra poética é tão apreciada por jovens.

 

Repórter: Verificamos que está a ler o seu livro “Navegações”. Podia ler um pouco em voz alta?

 

Sophia: Com muito prazer.

 

Navegámos para Oriente -
A longa costa
Era de um verde espesso e sonolento

Um ver imóvel sob nenhum vento
Até à branca praia cor de rosas
Tocada pelas águas transparentes

Então as ilhas luminosas
De um azul tão puro e tão violento
Que excedia o fulgor do firmamento
Navegado por garças milagrosas

E extinguiram-se em nós memória e tempo

 

 

 

Repórter: Lindíssimo o seu poema. O que representa para si a poesia?

 

Sophia: Sempre a poesia foi para mim uma persguição de real. Um poema foi sempre um círculo traçado à volta de uma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso.

Repórter: Uma vida a recordar, feita de memórias marcantes no seio de um elemento da Natureza tão ligado a ela: o mar.

Sophia, o que lhe diz o mar?

 

Sophia:  Diz-me memórias de infância. Dias sem fim, passados na praia e nas rochas, descobrindo as maravilhas do mar. Fiquei muito ligada a ele. Aliás, é nele que baseio grande parte das minhas histórias, dos meus poemas.

 

Repórter: Os seus livros mais conhecidos são os contos para crianças: ‘A Menina do Mar’, ‘A Fada Oriana’ e ‘O Cavaleiro da Dinamarca’, entre outros. Começou a escrevê-los devido à doença dos seus filhos, não é assim?

 

Sophia: Foi, de facto. Eles estavam com sarampo e resolvi contar-lhes as minhas próprias histórias, nas quais recordei o meu passado tão agradável à beira-mar.

 

Repórter: Obrigada, Sophia de Mello Breyner, por este momento tão fascinante. E para terminar gostaria de lhe pedir que nos lesse mais um dos poemas da sua obra “Navegações”.

 

Aqui viu o surgir em flor das ilhas

Quem vindo pelo mar desceu ao sul

E o cabo contornou para nascente

Orientando o cortar das negras quilhas

 

E sob as altas nuvens brancas liras

Os olhos viram verdadeiramente

O doce azul de oriente e de safiras.

 

 

Repórter: E daqui da praia da Parede é tudo. Foi esta a reportagem de Iolanda Moreira, Catarina Almeida, Manuela Coelho, Susana Afonso e Tatiana Pedroso com Sophia de Mello Breyner, congratulada escritora portuguesa. Boa-tarde!

 

publicado por soundwaves às 15:25
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Tema da reportagem

O tema da nossa reportagem vai ser:

Uma Vida traduzida em Palavras

publicado por soundwaves às 16:03
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Domingo, 18 de Fevereiro de 2007

Entrevista a Sophia de Mello Breyner

Sophia de Mello Breyner Andresen. Escritora consagrada, nasceu no Porto, a 6 de Novembro de 1919. Frequentou o Colégio Sagrado Coração de Maria e a Faculdade de Letras na Universidade de Lisboa. Ao longo da sua vida, escreveu inúmeros poemas e contos e publicou um grande conjunto de obras. Esta entrevista terá como principais temas a obra e alguns aspectos da vida da escritora.

 

O que a levou a escrever contos?
Eu comecei a escrever histórias para crianças numa fase em que os meus filhos estavam doentes, com sarampo. Em casa, comecei a ler-lhes histórias para os entreter. Mas os livros que lhes lia, achei que estavam piegas demais, por isso resolvi contar-lhes as minhas próprias histórias, nas quais recordo momentos da minha infância e juventude.

Qual foi o primeiro livro que escreveu? Em que ano?
Escrevi o meu primeiro livro em 1944, com o nome de “Poesia”.

Nos seus contos e poemas, é nítida a sua forte relação com o mar. Como surgiu essa relação?
Tenho uma forte relação com o mar, ele está muito ligado à minha infância. Recordo-me dos imensos verões que passei na praia e é através destas recordações que escrevo poemas e contos; é nelas que me baseio.

Qual é a sua memória mais antiga?
A minha memória mais antiga é de um quarto em frente ao mar dentro do qual estava, poisada em cima de uma mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira. Não era nada de fantástico, não era nada de imaginário: era a própria presença do real que eu descobria.

Que momentos da sua infância recorda mais?
Lembro-me muito bem da casa do Campo Alegre, do jardim, da praia da Granja (sobre a qual escrevi, em 1944, em carta a Miguel Torga: “A Granja é o sítio do mundo de que eu mais gosto. Há aqui qualquer alimento secreto”), dos Natais celebrados segundo a tradição nórdica... Estes vivências que marcaram de forma determinante o imaginário e dos quais me lembro como se tivessem acontecido ontem.

Porque é que nas suas obras se encontra uma grande referência à civilização grega?
A cultura grega fascina-me muito. Deposito uma grande crença na união entre os deuses e a Natureza, bem como na dimensão da religiosidade vinda da tradição bíblica e cristã.

Houve alguma altura em que a sua poesia tenha sofrido mudanças?
Sim. À medida que o tempo foi avançando, a minha poesia evoluiu. E se a minha poesia, tendo partido do ar, do amor e da luz, evoluiu, evoluiu sempre dentro dessa busca atenta. Quem procura uma relação justa com a Natureza, é necessariamente levado, pelo espírito de verdade que o anima, a procurar uma relação justa com o homem. Aquele que vê o espantoso esplendor do mundo é logicamente levado a ver o espantoso sofrimento do mundo. Aquele que vê o fenómeno quer ver todo o fenómeno. É apenas uma questão de atenção, de sequência e de rigor.

Com que prémios foi reconhecida?
Recebi 13 prémios, incluindo o Prémio Camões.

Sabemos que a sua obra “Navegações” também recebeu um prémio.
Sim, em 1983, este livro recebeu o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação de Críticos Literários

Em quantas línguas se encontram traduzidas as suas obras?
As minhas obras encontram-se traduzidas em 13 línguas, mas em 12 países, uma vez que estão traduzidas em castelhano e catalão e ambas fazem parte de Espanha. Também se encontram traduzidas em dinamarquês, sérvio e russo, entre outras.

Pelo que sabemos, era contra o regime salazarista. Opôs-se de alguma maneira a este regime?
Sim, eu era, de facto, contra o regime salazarista. Opus-me, no aspecto em que fui co-fundadora da Comissão Nacional de Presos Políticos. Após o 25 de Abril fui deputada, presidindo à Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.

Qual a pessoa que mais a marcou na sua vida?
Quem mais me marcou foi a minha professora de português. Chamava-se Carolina.

O que é para si a poesia?
Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um círculo onde o pássaro do real fica preso.

Considera que a sua vida e o modo como a viveu tenham sido, de alguma forma, gratificantes?
A vida ensinou-me o bom e o mau. Nela, experimentei sensações e acontecimentos, uns melhores que outros. Sintetizando, considero que foi extremamente gratificante, tanto na escrita como na política, porque fui recompensada e congratulada e isso é uma grande satisfação pessoal.

Obrigada, Sophia de Mello Breyner pelo tempo que nos concedeu e pela simpatia demonstrada.

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm#Entrevista

publicado por soundwaves às 23:32
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornou-se a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa. Foi membro da Academia das Ciências de Lisboa.

Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Casou-se, em 1946, com o jornalista, politico e advogado Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos: uma missionária laica, uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.

Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno e foi criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, dirigente de movimentos universitários católicos, tendo vindo a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, denunciando os falsos critérios do regime salazarista e os seus seguidores mais radicais. Em 1975, foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata.

Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.).

Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare.

Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro Sexto. Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999 e com o Prémio Rainha Sofia em 2003.

Sophia de Mello Breyner morreu aos 84 anos no dia 2 de Julho de 2004 no Hospital da Cruz Vermelha.

http://pt.wikipedia.org/wiki/sophia_de_Mello_Breyner

 

Cronologia 

 

1919 – Nasce a 6 de Novembro no Porto, onde passou a infância. Aos 3 anos, tem o primeiro contacto com a poesia, quando uma criada lhe recita A Nau Catrineta, que aprenderia de cor. Mesmo antes de aprender a ler, o avô ensinou-a a recitar Camões e Antero


1926 – Frequenta o Colégio do Sagrado Coração de Maria, no Porto, até aos 17 anos. Primeiro semi-interna, depois externa. Tem professores marcantes, como a D. Carolina (de Português). E, apesar da pouca estima por disciplinas como Matemática e Química, nunca chumbou. Aos doze anos escreve os primeiros poemas. Entre os 16 e os 23 tem uma fase excepcionalmente fértil na sua produção poética

 

1936 – Estuda Filologia Clássica, na Faculdade de Letras de Lisboa, mas não leva a licenciatura até ao fim. Três anos depois, regressa ao Porto, onde vive até casar com Francisco Sousa Tavares, altura em que se muda definitivamente para Lisboa. Tem cinco filhos


1944 – Publica o primeiro livro, Poesia, uma edição de autor de 300 exemplares, paga pelo pai, que sairia em Coimbra por diligência de um amigo: Fernando Vale. Em 1975 seria reeditado pela Ática. Este livro é uma escolha, que integra alguns poemas escritos com 14 anos. E o início de um fulgurante percurso poético e não só. Publicaria também ficção, literatura para crianças e traduziu, nomeadamente, Dante e Shakespeare


1947 – O Dia do Mar, Ática


1950 – Coral, Livraria Simões Lopes


1954 – No Tempo Dividido, Guimarães


1956 – O Rapaz de Bronze (literatura infantil), Minotauro


1958 – Mar Novo, Guimarães; A Menina do Mar (infantil), Figueirinhas; A Fada Oriana (infantil), Figueirinhas. Escreve um ensaio sobre Cecília Meireles na «Cidade Nova»


1960 – Noite de Natal (infantil), Ática. Publica o ensaio Poesia e Realidade, na «Colóquio 8»


1961 – O Cristo Cigano, Minotauro


1962 – Livro Sexto, Salamandra, distinguido com o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1964 - Contos Exemplares (ficção), Figueirinhas


1964 – O Cavaleiro da Dinamarca (infantil), Figueirinhas


1967 – Geografia, Ática

 

1968 – A Floresta (infantil), Figueirinhas; Antologia, Portugália, cuja 5ª edição (1985 – Figueirinhas) é prefaciada por Eduardo Lourenço


1970 – Grades, D. Quixote


1972 – Dual, Moraes


1975 – Publica o ensaio O Nu na Antiguidade Clássica, integrado em O Nu e a Arte, uma edição dos Estúdios Cor. Deputada pelo Partido Socialista à Assembleia Constituinte. A sua actividade político-partidária, não foi longa, mas ao longo da sua vida sempre foi uma lutadora empenhada pelas causas da liberdade e justiça. Antes do 25 de Abril, pertence mesmo à Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos

1977 – O Nome das Coisas, Moraes, distinguido com o Prémio Teixeira de Pascoaes


1983 – Navegações (IN-CM), recebe o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação de Críticos Literários


1984 – Histórias da Terra e do Mar (ficção), Salamandra


1985 – Árvore (infantil), Figueirinhas


1989 – Ilhas, Texto, distinguido com os Prémios D. Dinis, da Fundação Casa de Mateus e Inasset-INAPA (1990)


1990 – Reúne toda a sua obra em três Volumes, Obra Poética, com a chancela da Editorial Caminho; é distinguida com o Grande Prémio de Poesia Pen Clube


1992 – Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças


1994 – Musa, Caminho. Recebe Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores. Publica Signo, um livro/disco com poemas lidos por Luís Miguel Sintra, uma edição Presença/Casa Fernando Pessoa


1995 – Placa de Honra do Prémio Petrarca, atribuída em Itália


1996 – Homenageada do Carrefour des Littératures, na IV Primavera Portuguesa de Bordéus e da Aquitânia

 

1997 - Era Uma Vez Uma Praia Lusitana, Lisboa, Expo 98

 

1998 – O Búzio de Cós, Caminho, distinguido com o Prémio da Fundação Luís Míguel Nava


1999 – Prémio Camões

 

2000 - Prémio Rosalia de Castro, do Pen Club Galego

 

2001- Prémio Max Jacob Étranger

 

2003- Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana

 

2004- Morre Sophia de Mello Breyner

 

http://soundserver.porto.ucp.pt/portosentido/?q=node/view/89

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm

 

Sophia de Mello Breyner

 

Outras obras da autora

 

Ensaios

 

1956 - "A poesia de Cecíla Meireles", Cidade Nova, 4ª série, nº 6, Novembro

 

1960 - "Poesia e Realidade", Colóquio - Revista de Artes e Letras, nº 8

 

1967 "Hölderlin ou o lugar do poeta", Jornal de Comércio, 30 de Dez.

 

1975 - O Nu na Antiguidade Clássica, (col. O Nu e a Arte) Lisboa, Estúdios Cor (2ª ed., Lisboa, Portugália; 3ªed. [revista], Lisboa, Caminho, 1992)

 

1976 - "Torga, os homens e a terra", Boletim da Secretaria de Estado da Cultura, Dezembro

 

1980 - "Luís de Camões. Ensombramentos e Descobrimentos", Cadernos de Literatura, nº 5

 

1982/1984 - "A escrita (poesia)", Estudos Italianos em Portugal, nº 45/47

 

 

Traduções pela Autora

 

1962 - A Anunciação de Maria, de Paul Claudel, Paris, Aster

 

1962 - O Purgatório, de Dante, Lisboa, Minotauro

 

1964 - A Hera, A última noite faz-se estrela e noite (Vasko Popa); Às cinzas, "Canto LI", "Canto LXVI" (Pierre Emmanuel); Gosto de te encontrar nas cidades estrangeiras (Edouard Maunick), O Tempo e o Modo, nº 22

 

1964 - Muito Barulho por Nada, de William Shakespeare (inédito)

 

1965 - Hamlet, de William Shakespeare, Porto, Lello

 

1967 - Os reis Magos, tradução de um poema do Eré Frene, Colóquio - Revista de Artes e Letras, nº 43

 

1970 - Quatre Poètes Portugais: Camões, Cesário Verde, Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa, 2ª ed., Lisboa, Presses Universitaires de France e Fundação Calouste Gulbenkian

 

1979 - A Vida Quotidiana no Tempo de Homero, de Émile Mireaux, Lisboa, Livros do Brasil, s.d.

 

1980 - Ser Feliz, de Leif Kristianson, Lisboa, Presença

 

1981 - Um Amigo, de Leif Kristianson, Lisboa, Presença

 

199- - Medeia, de Eurípedes (inédito)

 

 

Prémios e distinções

 

1964 - Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores,  (Canto Sexto)

 

1977 - Prémio Teixeira de Pascoaes, (O Nome das Coisas)  

 

1983 - Prémio da Crítica, da Assoc. Internacional de Críticos Literários, (pelo conjunto da obra)

 

1989 - Prémio D. Dinis, da Fundação da Casa de Mateus, (Ilhas)

 

1990 - Grande Prémio de Poesia Inasset/Inapa, (Ilhas)

 

1992 - Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças, (pelo conjunto da obra)

 

1994 - Prémio 50 Anos de Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores

 

Prémio Petrarca, da Associação de Editores Italianos

 

1996 - Homenageada do Carrefour des Littératures, na IV Primavera Portuguesa de Bordéus e da Aquitânia

 

1998 - Prémio da Fundação Luís Miguel Nava, (O Búzio de Cós e Outros Poemas)


1999 - Prémio Camões, (pelo conjunto da obra) 


2000 - Prémio Rosalia de Castro, do Pen Club Galego

 

2001 - Prémio Max Jacob Étranger

 

2003 - Prémio Rainha Sofia de Poesia Iberoamericana

 

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm

 
publicado por soundwaves às 16:33
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Domingo, 11 de Fevereiro de 2007

O nosso clã Soundwaves

Elementos da equipa:

  • Ana Iolanda Moreira
  • Catarina Machado
  • Manuela Baptista Coelho 
  • Susana Afonso
  • Tatiana Pedroso
Somos cinco raparigas bem-dispostas (em cima à esquerda, Ana Iolanda; em cima à direita, Tatiana; ao centro, Catarina; em baixo à esquerda, Susana e em baixo à direita, Maria Manuela). Gostamos de ler, de ver televisão e de passar tempo com os nossos amigos. Estamos no 9ºano e temos 14 anos.
Frequentamos o Colégio Portugal, que se situa na Parede. O nosso colégio está entre a estação dos comboios e a praia da Parede com um parque no meio, o Parque Moraes. Como vêem estamos a estudar num local bonito e agradável.
Se quiserem conhecer a nossa escola cliquem na imagem.
 
Visitem o site do nosso colégio!
publicado por soundwaves às 21:45
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O livro escolhido

O livro escolhido por nós para a segunda fase do Sapo Challenge foi "Navegações" de Sophia de Mello Breyner.

Autora: Sophia de Mello Breyner Andresen
Edição: Maria Andresen de Sousa Tavares e Luis Manuel Gaspar
Capa: Henrique Cayatte
Data de Impressão: Outubro de 2004
Editora: CAMINHO
 
O nosso grupo escolheu o livro “Navegações”, não só por ter sido escrito por uma das maiores poetisas portuguesas, mas também porque é uma obra  poética que nos transporta para uma época grande da nossa história com uma sonoridade e beleza únicas.
 
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade
 
Aqui desceram as âncoras escuras
Daqueles que vieram procurando
O rosto real de todas as figuras
E ousaram – aventura a mais incrível –
Viver a inteireza do possível
 
Os poemas transportam-nos numa viagem emocionante através das palavras, nas quais podemos sentir as ondas, o vento, o mar, os navegadores, o homem comum, o espanto, o deslumbramento, o fascínio.
 
Olhos abertos do navegador
mudam aqui a luz a sombra a cor
 
Aqui viu o surgir em flor das ilhas
Quem vindo pelo mar desceu ao sul
 
E sob as altas nuvens brancas liras
Os olhos viram verdadeiramente
O doce azul de oriente e de safiras
 
Os poemas remetem-nos para um tempo de navegações e descobertas de terras e ilhas maravilhosas e misteriosas, onde tudo é novo e virgem.
 
Depois surgiram as costas luminosas
Silêncios e palmares frescor ardente
E o brilho do visível frente e frente
 
Vi as águas os cabos vi as ilhas
E o longo baloiçar dos coqueirais
Vi lagunas azuis como safiras
Rápidas aves furtivos animais
Vi prodígios espantos maravilhas
Vi homens nus bailando nos areais
E ouvi o fundo som das suas falas
Que já nenhum de nós entendeu mais
 
Sugerem um enorme espírito de aventura, mas ao mesmo tempo de incerteza, a descoberta de um novo homem pela aquisição de conhecimento, pelo acreditar em si próprio, pela capacidade de enfrentar a Natureza, a ideia de um novo mundo a abrir-se perante os seus olhos.
 
Navegavam sem os mapas que faziam (...)
 
Os homens sábios tinham concluído
Que só podia haver o já sabido:
Para a frente era só o inavegável
Sob um clamor de um sol inabitável
 
Indecifrada escrita de outros astros
No silêncio das zonas nebulosas
Trémula bússola tacteava espaços (...)
 
E assim contando tudo quanto vi
Não sei se tudo errei ou descobri
 
O aprender, o conhecer, o maravilhar-se, o descobrir.
 

Ali vimos a veemência do visível

O aparecer total exposto inteiro

E aquilo que nem sequer ousáramos sonhar

Era verdadeiro

 

Saudavam com alvoroço as coisas

Novas

O mundo parecia criado nessa mesma

Manhã

A palavra tornada poesia.

 

Através do teu coração passou um barco

Que não pára de seguir sem ti o seu caminho


Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.

Por que jardins que nós não colheremos,

Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.

 

publicado por soundwaves às 11:38
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“Quando eu morrer voltarei para buscar / Os instantes que não vivi junto do mar"

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